Página 38 - Turcaça 33

Versão HTML básica

38
AO REMATE
cabada a época rainha,
parece-me ser ocasião de
deitar contas ao que se
passou este ano.
Como já referi, pouco cacei entre-
por tas mas tenho recebido
bas t an t es i n f o rmações de
Companheiros Caçadores que
demonstram frustração quanto aos
acontec imentos c inegét i cos.
Na caça maior, algumas acções
mais ou menos conseguidas foram
a preços elevados e em terrenos
cercados.
Na caça menor, o que correu
relat ivamente bem foram as
real izações com perdizes de
“ av i á r i o ”… coe l hos , l eb r es
galinholas, narcejas, rolas, patos,
pombos, tordos, foi tudo muito pobre
e desencorajador, nomeadamente
na arribação. É evidente que
ocorreram raríssimas excepções.
Cada vez mais a falta de orientação
ética e legal põe a nossa riqueza
cinegética (como qualquer outra…)
à beira da ruína.
É evidente que, no estado que está
o nosso País, seria pedir muito ao
Governo que se preocupasse com
a caça.
Também é evidente que, após a
destruição da “pesada herança”
cinegética iniciada em Outubro de
1974, só Arlindo Cunha e Álvaro
Amaro fizeram algo para revitalizar
e ordenar todo o processo venatório.
Recentemente Daniel Campelo
tentou mas pouco tempo teve,
infelizmente.
Porque somos todos adultos e
parece-me não ser necessária a
educadora sapatada quando se
exagera no assalto à caixa das
bolachas, seria extremamente
gratificante ver os agrupamentos de
caça unirem-se e passarem a
orientar, com regras bem definidas,
toda a actividade cinegética de
acordo com as realidades de cada
região.
É claro que quem tem “negociatas”
não iria gostar nada disto e logo se
p r epa r a r i a pa r a o r gan i za r
“desorganizações”.
Será melhor uma forte e coordenada
linha de orientação ou deixar o
deserto cinegético como herança
para os nossos descendentes? Se
o fizermos só estaremos a dar razão
a quem considera os caçadores uns
“desmiolados” destruidores da
Natureza! Detractores já há que
chegue, não é necessário sermos
nós a criá-los.
A nossa missão deve e tem de ser
conservacionista e, ao mesmo
tempo, educativa.
O exemplo que me foi transmitido,
ent re tantos out ros: há um
Companheiro que diz que, quando
RESCALDO