Página 56 - Turcaça 33

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Turcaça publ ica nesta
edição a segunda e última
parte de um projecto sobre
a recuperação do coelho bravo, da
autoria de João Acabado, caçador
e um dos nossos colunistas, numa
perspectiva onde a caça e a
conservação têm de ser parceiras
na reabilitação de uma espécie de
caça emblemática e que faz parte
do habitat mediterrânico. A sua
abundância será, também, um
passo para garantir a biodiversidade
em muitas regiões da Península
Ibérica.
Na primeira parte do artigo, o autor
aflorou a situação actual do coelho
bravo e recordou o “pesadelo” dos
anos 70, onde a espécie sofreu forte
revés devido à mixomatose.
Sa l i en t ou , também, a sua
impor tânc i a enquanto peça
cinegética, enaltecendo o potencial
do coelho bravo na proliferação de
saídas campestres, pinceladas por
inúmeros exemplos e cenas que
vão passando de geração em
geração.
Nesta segunda metade do artigo,
João Acabado entra noutros
domínios, como o da biodiversidade,
e ret ira as suas conclusões.
Presa preferencial
1
-Sendo o coelho bravo abundante
em áreas vastas, torna-se este a
presa preferencial de quase todos
os predadores de médio porte,
sejam terrestres ou alados, diurnos
ou nocturnos, generalistas ou
carnívoros em exclusivo. Sobressai
neste último grupo com destacado
lugar, o Lince Ibérico, o Lynx
Pardina, o nosso l ince. Não
podemos de deixar de mencionar
também ou t ros predadores
emblemáticos e de inestimável valor
como sejam o Lobo Ibérico e as
Águias Grandes, as Reais, as
Imperiais e as Perdigueiras, bem
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CAÇA MENOR
A recuperação do coelho bravo
A importância da
abundância para garantir a
biodiversidade
Parte II
Lince Ibérico
Lobo Ibérico
Águia Real