Página 22 - Turcaça 34 digital

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AO REMATE
ABERTURA E
sta época, resolvi não fazer
abertura porque, após
prospecção pelo interior
Norte, Centro e Sul, durante meados
de Julho até ao início de Agosto,
verifiquei que, de rolas e pombos,
pouco ou nada havia; de codornizes
pouco conhec imento tenho.
E então, eis que os mal fadados
incêndios, ferozmente, reforçam os
seus monstruosos ataques. É
evidente que pouco restou; as de
arr ibação mudam rotas e as
autóctones ou morrem de fome e
sede, ou queimadas.
Segundo informação que tive de
Vila Flor era horrível ver as aves
durante a noite voarem para as
chamas; o mesmo se passava com
lebres coelhos e raposas. Noutros
locais, na Beira Alta e Interior
também foram detectados veados
e javalis, no meio da confusão, a
correrem desenfreadamente para
o fogo.
Muita gente pensará que pouco
importam os animais; o mais trágico
foi as vidas e os bens que se
perderam. Também assim sinto mas
dou igual valor aos pobres bichos.
E o que se faz par por ordem neste
estado de coisas?
Até agora, NADA.
Nem um cadastro florestal há.
O próprio Estado é o primeiro a não
tratar da sua/nossa f loresta.
Este ano têm sido identificados
inúmeros incendiários; ainda bem.
Mas quantos estarão encarcerados
para que não possam continuar a
sua horrenda actividade?
Mas quantos serão devidamente
c a s t i g a d o s , c o m p e n a s
desmotivantes?
Po r que não equ i pa r a r um
incendiário a um terrorista e aplicar
as mesmas sanções?
Porque não utilizar presos para
trabalho de limpeza das nossas
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