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CAÇA MENOR
reg i ão t ransmon tana ,
outrora um maná de caça
menor, sobre t udo de
perdizes, tem vindo a registar,
anualmente e a olhos vistos, um
decréscimo de todas as espécies –
perdizes, coelhos-bravos e lebres.
A abertura de Outubro perdeu o
encanto de outrora e o desalento
começa a apoderar -se dos
caçadores.
Apesar de o ano ter sido favorável
à criação da perdiz-vermelha, a
rainha da caça menor na Península
Ibérica, as suas populações são
residuais e, em muitas zonas de
caça, os seus efect ivos não
permitem uma caça sustentável. O
coelho-bravo foi afectado pelo surto
epidémico recente da hemorrágica
vi ral (DHV), pelo que a sua
população sofreu uma redução
muito significativa. A lebre, essa, é
uma espécie muito rara por estas
paragens…
Pelo panorama e pelo facto de a
abertura de Outubro ser abrangente,
ou seja, aqui abre-se em simultâneo
às perdizes, coelhos e lebres, salvo
raras excepções, em certas zonas
de c a ç a , en t enda - s e , a s
expectat ivas eram fracas na
generalidade e os resultados vieram
a confirmar a pobreza franciscana,
o denominador-comum.
É um dado adquirido que, neste
espaço ter r i tor ial , a região
transmontana e alto duriense, numa
apreciação mais lata, a caça menor
cedeu terreno à caça maior. As
populações de javalis e de corços
têm vindo a aumentar. Os veados,
ainda que mais confinados à
Lombada, Montesinho, também
estão a estender os seus domínios.
A presença de caça maior explica,
por si só, o decréscimo das espécies
de caça menor? Face ao panorama
descrito e já expectável em função
Trás-os-Montes está pobre no que toca à menor
Abertura sem o encanto de outrora