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CONSERVAÇÃO DA NATUREZA
s aves, pelo seu colorido,
beleza e canto agradável,
têm sido muitas vezes
capturadas e transportadas para
outros locais, para manter em
cativeiro. Depois, há quem se canse
ou tenha pena delas e as liberte, ou
quem simplesmente um dia deixe
a gaiola aberta por esquecimento,
possibilitando a sua fuga. É assim
que as aves exóticas aparecem na
Natureza. Algumas não sobrevivem;
outras adaptam-se tão bem que
acabam por estabelecer uma
população residente, tal e qual como
no seu habitat original. Destas, uma
parte consegue expandir-se para
além do local de estabelecimento
inicial, e pode ter efeitos negativos
no ecossistema: são as aves
invasoras. Atualmente, faz falta
saber se alguma das aves exóticas
observadas em Portugal pode ser
considerada invasora.
Aves exóticas em
Portugal
No nosso país, o número de aves
exóticas que já foram observadas
em liberdade chega já às dezenas
de espécies. Mas nem todas
c o n s e g u i r am e s t a b e l e c e r
populações selvagens. Segundo a
Lista Sistemática das Aves de
Portugal Continental, publicada no
Anuário Ornitológico
5, em 2007,
são apenas oito as espécies de aves
que, não sendo nat ivas, se
reproduzem regularmente em
estado selvagem, tendo constituído
populações estáveis.
Estas são originárias dos mais
variados locais. Por exemplo, o pato-
de-rabo-alçado-americano
Oxyura
jamaicensis
é um anatídeo originário
da América do Norte. O periquito-
No nosso país, o número de espécies de aves exóticas observadas na natureza já chega
a várias dezenas. É o caso do bem sucedido bico-de-lacre ou do sonoro periquito-de-
colar. Fugidas de uma gaiola ou libertadas deliberadamente, estas aves podem tornar-
se invasoras e ser uma ameaça para as espécies nativas e ecossistemas.
As aves exóticas em Portugal
Helena Batalha (colaboradora da SPEA)
Pato-de-rabo-alçado-americano
xyura jamaicensis
© José Viana