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CONSERVAÇÃO DA NATUREZA
chuvas, e em Portugal pode nidificar
entre fevereiro e novembro. É uma
ave muito social, que nidifica em
pequenos grupos e se junta em
grandes bandos no outono, para
procurar alimento.
O sucesso do bico-de-lacre é tão
grande que até já podemos
encontrar em Portugal uma ave que
parasita os seus ninhos, vinda
também de África, a viuvinha. Esta
ave espetacular, cujo macho tem
uma cauda muito longa e vistosa,
pode ser observada principalmente
na zona de Aveiro, onde parece ter
constituído uma pequena população
residente.
O bico-de-lacre é também a exótica
mais estudada em Portugal. O
investigador Luís Reino caracterizou
a invasão da espécie desde 1964
e calculou o seu risco de expansão
com o aumento de temperatura.
Atualmente, o investigador Gonçalo
Cardoso, do Centro de Investigação
em Biodiversidade e Recursos
Genéticos, estuda a expansão da
espécie em Portugal Continental e
a forma como os aspetos da seleção
sexual podem contribuir para a
evolução das populações no nosso
país.
Outra ave que também se instalou
com bastante sucesso é o periquito-
de-colar. Esta ave verde, bastante
abundante na sua área de origem,
foi introduzida em Portugal há cerca
de 30 anos. Invadiu os jardins dos
grandes centros urbanos, onde
pode ser avistada no topo das
árvores. No entanto, apesar de o
seu número ter vindo a aumentar,
não se expandiu para outros
habitats, ao contrário do bico-de-
lacre.
Artigo escrito de acordo com o novo
acordo ortográfico
Para saber mais:
Denúncias:
Serviço SOS
Ambiente e Território da
GNR–SEPNA
(808 200 520;
www.gnr.pt
)
Bico-de-lacre
Estrilda astrild
© Ricardo Rocha