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NOTÍCIAS
Pelo facto de em finais do ano
passado (2012) ter sido detectada,
em Mértola, Alentejo, uma nova
variante da Hemorrágica Viral
(DHV), da qual resultou uma
elevada taxa de mortalidade de
coelhos-bravos (atingiu coelhos
adul tos e jovens, quando a
hemorrágica viral até à data
conhecida somente matava
coelhos adultos), e para a qual
não existe vacina ou qualquer
medida profiláctica, a FENCAÇA,
Federação Portuguesa de Caça,
aconselha apertado controlo sobre
o estado sanitário da população,
censos periódicos e, obviamente,
ajuste imediato nos afectivos a
abater.
Infelizmente, o surto epidémico
afectou em larga escala a
população de coelho-bravo
existente em Portugal e não se
confinou a uma ou duas regiões
do Continente. Gestores de zonas
de caça do Sul e Centro de
Portugal confirmam uma elevada
taxa de mortalidade de coelho-
bravo no último ano, tendo muitas
zonas de caça optado por não
caçar a essa espécie na época
venatória em curso.
A FENCAÇA irá dar início a uma
campanha de recolha de coelho-
bravo afectado pela nova estirpe
para que alguns exemplares
venham a ser analisados pelo
CIBIO – Centro de Investigação
em Biodiversidade e Recursos
Cinegéticos.
A FENCAÇA lamenta o facto do
ICNF (Instituto da Conservação
da Natureza e das Florestas) ainda
não ter manifestado, até à data, a
sua preocupação sobre este
problema sanitário que afecta o
coelho-bravo e de não avançar
para o terreno, com o propósito
de mi n imi zar os impac tos
negat ivos do recente sur to
epidémico.
A federação de caça manifesta,
por último, o seu desagrado pelo
facto de o “dinheiro pago pelas
zonas de caça e pelos caçadores”
não estar a ser reinvestido no
sector, num problema sanitário
grave e que deveria merecer toda
a atenção por parte da Tutela.
Coelho-bravo – nova variante da DHV é problema grave
FENCAÇA
aconselha moderação nos abates