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CAÇA MAIOR
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A
pesar de madrugadora, em
meados de Outubro último, ainda
numa época outonal morna, a
montaria de Ventozelo, Mogadouro,
em pleno Parque Natural do Douro
Internacional, paisagem única no
nordes te t ransmontano, fo i
generosa no seu quadro de caça –
nove javardos, entre eles três bichos
respei távei s, um dos quai s
candidato a navalheiro! Um quadro
de caça com corpo e ser.
A chuva ameaçava perturbar a
caçada, dificultar a tarefa de cães
e matilheiros e importunar os
monteiros nas suas portas, mas o
dia, um sábado morno, típico do
Outono nordestino, isto antes de
ganhar cara de mau com a chegada
das primeiras geadas e noites
gélidas, compôs-se e a montaria
acabou por se cumprir num cenário
ideal.
Os anfitriões, os responsáveis pela
ZC Associativa de Ventozelo,
tiveram, após o período normal das
inscr ições, de concentrar os
monteiros inscritos numa só zona,
pois não havia armas suficientes
para preencher duas áreas a
montear, pelo facto de nesse
mesmo dia outra zona de caça da
área ter promovido também uma
montaria.
Este pormenor – ou “pormaior”,
convenhamos -, decidido após a
toma do mata-bicho, por sinal
excelente, atrasou a saída das
armadas para a mancha e acabou
por colocar algumas portas muito
próximas de outras, pondo em
causa a segurança de alguns
monteiros. Felizmente, não houve
danos nem lamentações, face à
ma t ur i dade de a l guns dos
caçadores presentes, também
prudentes na hora de apertar (ou
não…) o gatilho.
É importante que os monteiros se
façam sinalizar – o uso de coletes
deveria ser obrigatório – e não
saiam das portas no decurso da
montaria. O remate ou o cobro de
uma rês tem de ser tarefa a executar
no final do acto cinegético. Em
Ventozelo, como noutras paragens,
o facto de os postores não
conhecerem o local exacto das
portas também gerou alguma
confusão… Pormenores a rever.
Com as matilhas a atacar a mancha,