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CAÇA MAIOR
e face às ladras e alguns tiros à
mistura, cedo se percebeu que havia
porcos na arriba (virada ao Douro)
e que, por isso, haveria porcos na
junta de carnes. À nossa porta, não
chegou nada, mas o vizinho, um
rapagão de Tó, aldeia que confina
com Ventozelo, teve oportunidade
de estrear uma carabina que
recebera na véspera, abatendo uma
boa porca.
Quase no final de festa, um porquito
animou o nosso sector, mas acabou
por sucumbir na porta que tínhamos
diante de nós, não sem antes dar
trabalho a dois monteiros e fazer
gastar algumas balas.
Como habitualmente por estas
paragens, o foguete colocou um
ponto final nas hostilidades. O
r eg r e s s o à a l de i a f e z - s e
rapidamente, pelo que pudemos
assistir ao evoluir do quadro de
caça, mais numeroso do que o
previsto em função dos t iros
escutados. Uma agradável surpresa,
portanto.
Em pleno planalto mirandês, a
música tradicional, com recurso à
gaita de fole e ao bombo, animou
os monteiros e a gente da aldeia,
antes de ser servido o almoço, farto
como manda a boa mesa
transmontana.
Um sorteio de uma parka da marca
Autuno, oferecida pelo grupo
armeiro SHF/Sportrofa, e de alguns
dos javalis abatidos encerrou a festa
d e Ve n t o z e l o . A r e p e t i r ,
seguramente.
Aos de mais longe, restava fazer a
viagem de regresso, após um dia
de caça bem passado e vivido entre
caras amigas e conhecidas. E assim
se vai vencendo a crise…
A.P.