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CAÇA MAIOR
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A
afamadamancha daMantelinha,
em Covas do Douro, Sabrosa,
correspondeu às expectativas e foi
generosa quanto ao quadro de caça
– 15 javalis cobrados, todos adultos
e alguns deles de grande porte. A
montaria teve lugar no último dia de
Novembro passado, um sábado frio
mas solarengo, e juntou cerca de
100 monteiros.
Foi a primeira da época organizada
pela ZC Municipal do Alto Douro,
em colaboração com a associação
de caçadores locais (Associação
Desport iva de Caça e Pesca
Gouvinhense), de Gouvinhas, e
acabou por premiar o esforço da
organização e os cuidados em redor
da mancha eleita, que esteve uma
época em pous io (sem ser
monteada, entenda-se) para permitir
a fixação dos “bichos” em absoluto
sossego e em boas condições de
alimento e refúgio.
A experiência adquirida em quase
duas décadas de caça maior, pelo
processo de montaria, começa, pois,
a dar frutos numa região única, de
uma b e l e z a p a i s a g í s t i c a
incomparável e produtora do famoso
Vinho do Porto e de vinhos de mesa
d e a l t í s s i ma q u a l i d a d e ,
comercializados e conhecidos nos
quatro cantos do Mundo.
Amancha da Mantelinha é extensa,
na ordem dos 250/300 hectares,
mas as sete matilhas varreram-na
com mestria, o que proporcionou
um autêntico arraial de tiros,
repartidos por variadíssimas portas,
en t re as 100 preench i das ,
aproximadamente.
O quadro de caça é a prova cabal
e irrefutável da festança monteira,
entre tiros e gritos, e muitos mais
javalis foram avistados e outros
conseguiram escapar aos disparos
de carabinas e caçadeiras. Ficarão
para uma nova oportunidade, em
r espe i t o à caça e à sua
sustentabilidade.
O excelente convívio encerrou com
o almoço, onde foi servido e
saboreado o afamado vinho da
região duriense.