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CAÇA MAIOR
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O
XXXVIII Encontro Venatório do
Nordeste Transmontano, cartaz forte
e sobejamente conhecido dos
monteiros portugueses, sobretudo
dos nortenhos e transmontanos,
onde a caça ao javali pelo processo
de montaria é muito apreciada,
coroou a época do Clube de
Monteiros do Norte. O Encontro
decorreu nos passados dias 18 e
19 (Janeiro), no concelho de Murça,
v i l a por s i na l conhec i da e
identificada por uma porca. O
resultado das duas montarias ficou
aquém do esperado, há que dizê-
lo, - foram cobrados apenas quatro
javalis – mas a freguesia de Jou
acabou por oferecer um navalheiro,
quiçá medalha de bronze (?), para
o quadro final de caça.
Em termos de caça, a mancha das
Carpas, com cerca de 300 hectares,
monteada no sábado por nove
matilhas, conhecida por ser farta
quanto a reses cobradas, foi, desta
feita, desmancha-prazeres, pois os
90 monteiros que disseram presente
apenas abateram um bicho – uma
fêmea.
O frio, a chuva e o vento forte
condicionaram o trabalho das
mat i lhas e o resul tado foi ,
convenhamos, desanimador para a
organização, com conhecimento na
matéria, com gente trabalhadora e
empenhada no terreno, mas
impotente para travar as “manobras”
de quem não respeita a caça e quer
os “bichos” só para si… Para bom
entendedor…
O COLÓQUIO
Após o termo da montaria, a
organização e os montei ros
regressaram a Murça, mais
propriamente ao Auditório Municipal.
Foi aí servido um taco, a merenda
transmontana, se preferirem, antes
do colóquio proporcionado pelo
Clube de Monteiros do Norte.
No colóquio, Luís Barata, um
apaixonado dos cães de rasto (ou
cães de sangue), divulgou as
características e as virtudes deste
tipo de cães – de rasto ou sangue