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CAÇA MAIOR
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A carabina de caça maior, oferecida
pelo grupo armeiro SHF/Sportrofa
group, e sorteada entre os monteiros
de sábado do XXVIII Encontro
Ve n a t ó r i o d o N o r d e s t e
Transmontano, saiu a um caçador
novato. O feliz contemplado foi
Fernando Gomes dos Santos, de
24 anos, natural de Fiolhoso, Murça,
e que , de momen t o , es t á
desempregado.
Tinha fé que seria o sortudo da noite
e acabou por receber uma carabina,
oferta que o deixou contente da
vida.
“Algo me dizia que seria eu o feliz
contemplado. Não sou homem de
sorte ao jogo, mas tinha uma pitada
de fé que aquele prémio seria meu”,
confessou Fernando Santos à
TURCAÇA, ele que herdou o “bicho”
da caça mas só há três anos está
legalmente habilitado a fazê-lo.
“O meu avô era caçador, o meu pai
é caçador e também tenho tios
caçadores”, revelou para justificar
a sua vénia a Diana.
Portador da LUPA (licença de uso
e porte de arma) C, Fernando
Santos viu a carabina cair-lhe do
céu:
“ J á
t i n h a
p e n s a d o
comprar uma.
Mas a vida está
d i f í c i l e , de
momento, estou
desempregado.
E s t i v e n o
est rangei ro a
trabalhar, mas
agora estou por
aqui e não tenho
emprego”.
A porta da sorte – D 11 – não repetiu
a montaria de domingo e explicou
porquê, embora o coelho seja a
caça preferida da família:
“Fomos aos tordos. Sempre se dão
mais tiros.”
A estreia da carabina, essa, terá de
aguardar pela época das esperas.
Está quase aí.
“manobras”, o Clube de Monteiros
do Norte tinha, obviamente, mais
duas manchas de reserva.
A escolha acabou por recair numa
mancha da freguesia de Jou. Uma
mancha muito extensa, também
com cerca de 300 hectares, e com
zonas muito difíceis de romper, com
mato muito espesso.
Mais uma matilha que no dia anterior
– 10 ! –, mas menos armas, na
ordem das 60, algo que é habitual
– sempre mais gente ao sábado –
mas que surpreendeu, pela
negat iva, os organizadores.
Felizmente, S. Pedro ajudou à festa.
A chuva fez uma trégua e pôde-se
montear mais à vontade. Óptimo
para todos.
O taco foi servido num espaço
moderno e funcional, sem atropelos,
mas a saída das armadas para a
mancha não fugiu ao habitual, em
termos de relógio transmontano –
sem pressas.
A montaria começou ao meio-dia
em ponto e terminou quase três
horas e meia depois. Muito tempo
e a dar para tarde. Difícil alterar
estes (malditos) hábitos… Regresso
ao ponto de partida e toca a rumar
até Murça, onde seria exposto o
quadro de caça e saboreado o
almoço de final de festa.
Os tiros não foram muitos, mas
sabia-se que tinha havido “bichos”
e que tinham morrido alguns.
À junta de carnes, chegaram três
bons exemplares, sendo um deles
um macho navalheiro, quiçá troféu,
para gáudio de todos. Um bicho
cobrado por um caçador da terra.
Antes de cada um tomar o
respectivo rumo, conviveu-se um
pouco mais à mesa, até porque o
estômago já reclamava por algum
conforto.
Esta edição do Encontro Venatório
do Nordeste Transmontano contou
com o apoio da Câmara Municipal
de Murça, Junta de Freguesia e de
várias associações de caçadores
locais e o patrocínio do grupo
armeiro SHF/Sportrofa group.
A.P.