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CONSERVAÇÃO DA NATUREZA
“Portugal está numa grave crise
financeira”
– esta é uma afirmação
por demais escutada e sentida no
nosso dia-a-dia nos últimos anos.
E a Caça em Portugal, como está
esta actividade a viver nestes
tempos? Talvez neste início de ano
os agentes que operam neste
sector, sejam eles o poder
governamental , inst i tucional ,
federativo e a sociedade em geral
(caçadores e gestores de caça,
amb i en ta l i s tas e i nves t i ga-
dores/académicos), devêssemos
todos nos questionar se esta
também está em risco e o que tem
de ser feito para a recuperar desse
eventual declínio em que se possa
estar no território nacional. Na LPN
questionámo-nos sobre isto e
acreditamos que sim.
Sim, a Caça em Portugal está em
RISCO! Para o nosso leitor que
ainda dúvida desta declaração peço-
lhe que pondere sobre os seguintes
factos que não podem ser
escamoteados e devem ser
(re)lembrados:
· em 2003 o número de caçadores
portugueses com licenças de caça
dizia-se entre 280000 e 300000;
contudo,
na época venatória de
2012/2013 o número total de
licenças nacionais e regionais foi
de apenas 130830
(Fonte: ICNF –
organismo público responsável pela
gestão da caça em Portugal);
· por conseguinte, a diminuição do
número total de caçadores que
exerceu a actividade na anterior
época venatória implicou uma
diminuição significativa das receitas
do Estado anualmente geradas pela
Caça. Importa aqui referir que
afirmações como as que foram
produzidas pela FENCAÇA (ver
Turcaça nº 34, pág. 7, 2º parágrafo)
não contribuem para o diálogo que
é importante ser espoletado de
imediato em prol da sustentabilidade
da caça em Portugal;
· o assustador decréscimo de
efectivos populacionais de rola-
brava e coelho-bravo nos últimos
anos levou já a que algumas zonas
de caça implementassem na
presente época venatória medidas
restritivas de suspensão da caça
ou ajuste do período de caça às
me sma s . No e n t a n t o , e
lamentavelmente o Estado -
Ministério da Agricultura e ICNF –