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FEIRAS / EVENTOS
nas populações, para que todos,
gestores e caçadores, sobretudo,
tenham a noção da complexidade
do problema e o que pode significar
em termos de caça e até da
sustentabilidade do ecossistema
mediterrânico, em virtude do coelho-
bravo ser a base de alimentação de
muitos predadores e outras tantas
aves de rapina.
Jacinto Amaro, por sua vez, abordou
outro tema actual e pertinente: “O
futuro do ordenamento cinegético
em Portugal”. O presidente da
FENCAÇA não poupou críticas ao
actual governo – e à tutela do INCF,
Inst i tuto de Conservação da
Natureza e das Florestas – face ao
total esquecimento a que votou o
sector da caça, temendo pelo
mesmo em função do decréscimo
de caçadores e da ausência de
respostas por parte de quem tutela
a pasta, perante as solicitações e
os problemas com que se debate a
caça nos tempos actuais.
Em função das receitas que gera,
sem qualquer retorno, e da força
que ainda tem o sector, Jacinto
Amaro prometeu, para breve, o
endurecimento do discurso e uma
reacção forte dos caçadores, para
que a caça continue a ter futuro em
Portugal.
Ana Geraldes, da Escola Superior
Agrária/Instituto Politécnico de
Bragança, focou a sua intervenção
na “Gestão de populações piscícolas
em albufeiras”, explicando a sua
importância e os desafios que
comporta.
A.P.
Clube Monteiros do Norte - chef António
Delgado promoveu o consumo de caça
Jacinto Amaro, da FENCAÇA abordou
o futuro do ordenamento cinegético
em Portugal