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NOTÍCIAS
C
hegado Janeiro, e embora
ainda se possa dar caça às
perdizes, a caça de arribação de
Inverno assume par t icular
pro tagon i smo , a par das
montarias a javalis e mistas
(javalis e veados, entenda-se).
Entre as aves migratórias que nos
visitam no Inverno, o tordo é
aquele que mais paixão desperta
de Norte a Sul, ainda que os
torcazes sejam outra referência
– e paixão – deste tempo, sendo
a sua caça específica e destinada
a verdadeiros peritos na caça a
estes pombos com negaças.
O tordo, esse, está espalhado de
Norte a Sul do país, naturalmente
com preferências e crenças, em
função da disponibilidade de
alimento e coberto vegetal de
protecção, e movimenta uma
legião de apaixonados, semmedo
das baixas temperaturas e na
disposição de gastar umas
dezenas de cartuchos para abater
uma a v e pequena , que
proporciona muitos e variados
lances e é muito apreciada
também do ponto de vista
culinário – um autêntico petisco!
De comer e chorar por mais!
Para quem gosta de atirar com
um bom cartucho e aprecia
cargas certas e equilibradas, o
Autuno D20, de 32 gramas e
carregado com chumbo 7,5,
permitirá ao caçador de tordos
enfrentar todos os cenários e
estar apto a fazer abates limpos
e secos, a curtas, médias e longas
distâncias. O cartucho cobre todo
o espectro de caça a esta ave,
pelo que bastará adequar os
choques da arma à distância de
passagem, variável em função do
estado do tempo e do estado de
alerta dos pássaros, perante a
pressão dos caçadores na zona
de caça.
Os Autuno D20 estão disponíveis
nas várias armarias do grupo
SHF/Sportrofa. O preço está de
acordo com a qual idade e
prestação do cartucho. Bons
componentes , bons t i ros .
A.P.
ASAE
dá dicas de segurança
Consumo de carne de caça
De inquestionável valor gastronómico e
importante valor nutricional, a carne de caça
selvagem tem vindo a registar um acréscimo
de procura e de consumo a nível europeu.
No entanto, e sobretudo pela forma como é obtida, a carne de
caça exige algumas práticas de segurança alimentar. Essas
dicas são transmitidas pela Autoridade de Segurança Alimentar
e Económica (ASAE), no seu boletim informativo (ASAEnews)
nº68, de Dezembro último (2013).
Conhecida como sendo uma carne naturalmente magra e de
sabor peculiar, a carne de caça foi recentemente alvo de um
estudo científico em França, onde se demonstrou genericamente
a sua riqueza em ferro, potássio e fósforo. Contudo, e apesar
da sua qualidade e valor nutricional, esta carne, fruto dos
métodos como é obtida e das características sanitárias dos
animais selvagens, apresenta também outros pontos particulares
que requerem uma maior atenção e certos cuidados especiais.
Por serem animais abatidos em actos de caça, e que por isso
não são sangrados nem eviscerados após o abate, com a
mesma eficácia e rapidez como
acontece com animais de
criação doméstica abatidos em
matadouros, por exemplo, terão
invariavelmente um período de
vida útil mais reduzido, o que
f az com que não se j a
recomendado manter em
congelação esse tipo de alimentos (carne de caça selvagem)
durante mais de seis meses.
Enquanto frescos e logo após o abate, a carne de caça deverá
atingir, assim que possível, uma temperatura não superior a:
7ºC – no caso das espécies de caça maior; e 4ºC – no caso
de espécies de caça menor. O ideal é manter essa carne a
essas temperaturas, de forma constante.
Em termos de preparação, a ASAE alerta para os seguintes
cuidados: a carne de caça selvagem deverá ser sempre
consumida bem cozinhada; e no caso das espécies de caça
maior (javalis, corços, veados, entre outros), antes de ser
consumida e de modo a inactivar a triquinela (causadora de
zoonose) , a carne deverá ser sempre congelada.