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CAÇA MAIOR
monteiros, com o propósito de
garantir um domingo em cheio para
todos.
Pelo que nos foi dado observar e
face à orografia da mancha, as cinco
matilhas tiveram um comportamento
meritório e foram capazes de trazer
os porcos às portas, apesar de o
monte, muito fechado, dificultar a
visão dos monteiros.
Aqui e ali, chegou a gerar-se
animação, em função da entrada
de uma ou outra rês, mas os poucos
tiros escutados, ao longo das três
horas de montaria, fizeram adivinhar,
desde logo, um quadro de caça
reduzido, sobretudo levando em
conta o número de armas.
Quando o estômago já reclamava
algum conforto, soou o habitual
foguete, a anunciar o termo das
hostilidades. Como quase sempre
nestas ocasiões, o carregar de uma
ou outra rês demora sempre um
pouco mais do previsto e, posto isto,
ruma-se ao local da concentração.
O almoço-convívio, esse, foi servido
nas instalações da associação de
caçadores locais, herdeira das
antigas instalações da escola
primária da aldeia, algo acanhadas
para albergar tantas almas, com a
agravante de estarem famintas e
impacientes… Enfim, quem dá o
que tem…
O quadro de caça, esse, não foi
avantajado, na verdade, mas um
“navalhinhas” acabou por dar um ar
de graça e emprestar alguma
notoriedade às fotos da praxe.
Tempo, ainda, para tomar um café
em Macedo de Cavaleiros e dar a
derradei ra vol ta ao pavi lhão
municipal, o espaço de exposição
da feira transmontana.
A.P.