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ave de Haver é especial! É
este o sentimento dos 120
caçadores que vão chegando
bem cedo, de arma ao ombro e
vapor de água a sair da boca (sim,
porque aqui as temperaturas baixas
não dão tréguas neste altura do
ano, mesmo apesar das fortes
chuvadas da véspera).
Falar de Nave de Haver entre
caçadores é já sinónimo de uma
montaria de excelência. Por várias
razões. A receção calorosa é uma
delas e é já familiar a quase todos
que, ano após ano, aqui se
d e s l o c am , a t r a í d o s p e l a
oportunidade de avistar e abater
muitos javalis, numa mancha onde
a esteva (“xara”, nos falares da terra)
abunda e por entre a qual as
matilhas descobrem os porcos para
os deixar ao alcance das miras
atentas e ansiosas dos monteiros.
A segurança dos caçadores e a
localização das portas não são
deixadas ao acaso, conforme
re l embrou o pres i dente da
Associação Recreativa, Cultural e
Social de Nave de Haver, António
Caçador, no seu discurso de
abertura da montaria. Também o
avanço dos cães e dos batedores
é pensado ao pormenor. E o
resultado está à vista: são já nove
anos deste evento, pela sexta vez
integrado na Feira de Caça, Pesca
e Desenvolvimento Rural do
Concelho de Almeida.
Este ano abateram-se 21 javalis e
muitos mais foram avistados,
segundo testemunharam muitos
monteiros, mas nem sempre a boa
sorte ou a pontaria certeira os
acompanhou… Apesar disso, e de
alguma chuva e granizo que caíram
durante a caçada, ninguém
desanimou e as forças foram
retemperadas no almoço – o já
habitual bucho e outros enchidos
caseiros.
Para encerrar com chave de ouro,
houve ainda lugar ao sorteio de uma
caçadeira, roupa e calçado de caça,
patrocinado pelo armeiro nacional
SHF/Sportrofa group. Para os
presentes foi mais um pretexto para
prolongar uma jornada de caça e
convívio com amigos e marcar porta
para o ano que vem.
Marta Pires
CAÇA MAIOR
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Montaria de Nave de Haver, 1 de Fevereiro – 21 javalis na “junta de carnes”
O sucesso do costume