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CAÇA MAIOR
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Tempo de montear…
omo na primeira metade da
época, apesar do meu
esforço, não contribuí com
qualquer rês para o quadro final das
montarias em que participei, embora
deva confessar que assist i a
momentos de grande emoção e tão
ou mais gratificantes do que se o
tivesse simplesmente feito, tinha o
convencimento de que o início do
ano me iria proporcionar essa
possibilidade.
Com es t e pensamen t o , na
companhia de bons amigos e
habituais companheiros nestas
andanças, abri com um gancho em
terrenos da centenár ia Casa
Agrícola de Valbom, situados em
Gu r i b a n e s , n o t e r mo d e
Mascarenhas (Mi randela) . A
mancha, bastante dobrada, com
cento e poucos hectares, velha
conhecida, foi armada com 32
postos, incluindo os cinco postores.
A tradicional prelecção do indigitado
director, incumbência que, por
i ns i s t ênc i a e s impa t i a dos
responsáveis, não pude recusar, foi
realizada perante uma assistência
de guarda-chuva aberto e algo
abreviada, saindo de imediato as
armadas a caminho do monte. A
matilha “Búfalo Bill” entrou logo em
acção como o comprovava a
algazarra na perseguição de um
javali abrigado num silveiral, em
simultâneo com os inconfundíveis
brados do seu dono acirrando os
cães, enquanto o som de tiros vindo
de diversos lados confirmava a
movimentação da caça. Pouco
depois o parceiro da porta anterior
disparou e aguardei atento mas
descontraído, tal a certeza… Em
frente continuava a balbúrdia de
ladras e vozes entrecortada pelos
ruídos de paus a partir. O sol e a
chuva alternavam e o tempo ia
avançando, muito apressado para
o meu gosto. Nisto, a porta seguinte
desfechou três tiros de rajada e num
instante regressei à realidade
ficando suspenso do que se ia