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AO REMATE
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al como me parece, não foi uma época para
relembrar.
Na caça menor, incluindo arribação, tanto quanto
fu i i nformado, as capturas foram poucas .
Na caça maior, apesar de em algumas zonas os
resultados terem sido bastante melhores que no passado
ano, a “junta de carnes” foi pobre, não pelo número
mas sim, pela envergadura das espécies capturadas.
É evidente que a quantidade de fogos registados no
Verão encurralou os animais em zonas não massacradas
e, nessas, as caçadas correram bem. Os grandes e
inteligentes bichos desapareceram e ficaram as últimas
gerações que iriam repovoar os nossos destruídos
montes. Mui tos foram abat idos. Não mais se
reproduziram.
Dos grandes machos que passariam a sua mensagem
genética, ninguém sabe deles. Furtivismo, morte em
silêncio, mudança radical de terreno, quantas mais
hipóteses?
Numa época em que tanto se fala em recuperação
económica continua a NADA se fazer; oficialmente, em
relação à caça.
Na Europa comunitária, países como a França, Espanha,
Polónia, Roménia, Reino Unido e tantos outros, estão
a ser sede de movimentos, muito eficazes, de caçadores
que pretendem manter a sua maior riqueza: a caça.
Não vou especificar o que se faz na actividade cinegética
por essa Europa fora porque seria fastidioso e nos
deixaria com um sabor amargo quando abatêssemos
mais uma peça que não irá reproduzir. Nada foi feito,
nesta época, para fazer renascer uma indústria que
tanto lucro e postos de trabalho poderia trazer ao nosso
país, auxiliando na nossa periclitante situação financeira.
É evidente que um super Ministério como o daAgricultura
não pode tratar de tudo. Poderia, isso sim, rodear-se
de gente, tão bem formada que temos, para ajudar a
tornar a caça uma mais-valia nacional.
Muito melhor que ver anúncios de montarias em tudo
o que é lugarejo, seria termos convocatórias para
preservar e promover a nossa tão querida caça.
Em ver os resultados, salve honrosas excepções do
que se passa no Nordeste do nosso País. Centro e
Centro-Sul com poucos resultados de monta, também.
Será que o próximo ano irá ser melhor? Ou preparamo-
nos para bater no fundo? Os cintos cheios de ilusões
só trarão desgostos!
Saudações Monteiras,
Pedro Rigaud D’Abreu