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CAÇA MENOR
o dia 15 de Março, a
Assoc iação Cul tural e
Desportiva Águia do Marão
levou a efeito, no seu campo de
treino de caça, em plena serra do
Marão, a largada de perdizes que
anualmente faz recair no período
de defeso, na presunção (também)
de que as sobreviventes possam
de algum modo frutificar, apoiadas
nos comedouros e bebedouros (e
algumas manchas de cereal) que a
entidade gestionária conserva
dispersos pela área concessionada,
em apoio primário dos efectivos de
perdizes bravias que já tiveram ali
grande expressão, até ao abandono
da actividade agrícola tradicional
(sem outra digna desse nome), o
que, entre outros factores, arrastou
na queda a caça menor.
Por experiência própria, temos as
maiores reservas quanto à
sobrevivência das perdizes criadas
em cativeiro, mesmo em práticas
de repovoamento sustentado,
embora, pelo rumo que as coisas
levam, se nos não deparem
alternativas. Não cabendo neste
espaço alargarmo-nos, numa base
empí r ica, por esta ver tente,
aproveitamos para enaltecer uma
Associação que, a par da caça, tem
outros objectivos que não são
irreconciliáveis, como sejam, a
pesca, a cultura, o desporto e a
componente social, e que foi buscar
o nome ao Conselheiro António
Cândido Ribeiro da Costa (António
Cândido), filho dilecto de Candemil,
deputado, par do reino, conselheiro
e ministro de Estado, Procurador-
Geral da coroa, nacionalmente
conhecido como "Águia do Marão",
numa alusão aos seus talentos
oratórios.
Mas, concentrando-nos no que a
esta revista diz mais directo respeito,
intercalamos uma imagem do
disposi t ivo, engendrado pela
Direcção - e ainda não patenteado
- um tubo colocado em cima de um
rochedo imponente, através do qual
as perdizes são elevadas (sem
Em Candemil, Amarante
Largada de perdizes em plena serra do Marão