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ENTREVISTA A ...
TURCAÇA ent rev i stou
Jacinto Amaro, presidente
da Direcção da FENCAÇA
(Federação Portuguesa de Caça),
um rosto e uma organização com
mais de duas décadas na defesa
da caça e dos caçadores
portugueses. O sector vive momento
“dramático”, na opinião avalizada
daquele dirigente associativo, mas
a aposta é inverter o rumo dos
acontecimentos e fazer aumentar o
número de caçadores. O problema
do coelho bravo, entre outros, está
a ser combatido e o momento é de
resistência, de “cerrar fileiras”. Será
que depoi s da tempestade,
a g r e s s i v a e d u r a d o u r a ,
convenhamos, chegará a bonança?
TURCAÇA – O problema da doença
(DHV – doença hemorrágica viral)
no coelho bravo é bico-de-obra para
a caça e para o próprio ecossistema.
Como sair deste beco? Proibir a
caça ao coelho e haverá coragem
para isso? Mas, em caso de
proibição, não se correrá o risco de
perder ainda mais caçadores?
JACINTO AMARO - A nova estirpe
da DHV - Doença Hemorrágica Viral
- veio agravar ainda mais a situação
já precária em que se encontrava
a população de coelho bravo,
ameaçando a cadeia alimentar
predadora e o próprio ecossistema
da bacia do Mediterrâneo. Também
eu gostaria de saber como sair desta
situação, mas seguramente não
podemos bai xar os braços.
O pior que o Governo podia fazer,
era proibir a caça ao coelho. Isso
era passar um atestado de
incompetência e total desrespeito
às entidades gestoras das zonas
de caça.
Soubemos recuperar as espécies,
sabemos reduzir e deixar de caçar
quando entendermos que é
necessário para salvaguardarmos
as populações.
P – E o que nos diz da ausência da
Tutela, neste caso, o do coelho
bravo, e noutros? Parece que o
poder executivo está sem ouvidos
e sem recept ividade para as
organizações do sector da caça…
O que fazer?
R – A tutela começou muito mal,
mas, com o passar do tempo,