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ENTREVISTA A ...
começou a perceber que não podia
desperd i çar um sec tor tão
importante como este, e neste
momento, sem atingir o pleno das
nossas propostas, já se avançou
alguma coisa.
P – Creio que era propósito da
FENCAÇA es tabe l ecer uma
moratória, ou seja, um hiato de
tempo, de não pagamento de taxas
por parte das ZC Turísticas e
Associativas face ao decréscimo
das populações de coelho bravo,
em alguns casos, nas ZC Turísticas
sobretudo, o “abono de família” em
termos de receitas anuais… Em vez
da moratória, a Tutela subiu o preço
do hectare nas taxas a pagar…
R – Sim, essa era a nossa primeira
exigência. No entanto, foi-nos dito
que, face à actual conjuntura
económica e o facto de a receita já
estar prevista no Orçamento Geral
do Estado, não podiam deixar de
cobrar as taxas. Porém, na próxima
época não deixaremos de lutar pela
moratória ou redução substancial.
P – Sem oferta de caça, como vão
viver as ZC Turísticas? E como é
que as Associativas vão conseguir
manter os sócios, sobretudo os
oriundos das grandes cidades e os
que pagavam, por assim dizer, a
factura anual da zona de caça?
R – Vamos ter que cerrar fileiras
contra todas estas adversidades.
Acreditamos que podem vir aí dias
me l h o r e s e t o d o s e s t e s
condicional ismos são sempre
cíclicos.
P – A Tutela continua, porém, a
arrecadar as receitas geradas pelos
caçadores e pelo sector da caça,
mas nada investe em benefício do
nosso hobby – e para muito o
ganha-pão -, importantíssimo na
valorização do mundo rural, no
ordenamento do território e na
fixação da população em zonas
a b a n d o n a d a s , p o b r e s e
desertificadas. Como inverter este
estado de coisas?
R – Lutamos por aquilo em que
acreditamos. Se não for através do
diálogo com a Tutela, será pelas
várias formas de luta que estiverem
ao nosso alcance.
P – Face à realidade, de menos
caça, também há menos caçadores.
Que futuro para a caça e para os
caçadores lusitanos?
R – Pensamos que já batemos no
fundo. O estado actual do sector é,
na verdade, dramát ico, e é
importante que consigamos inverter
o declínio do número de caçadores
e o futuro a Deus pertence.
Queremos acreditar na boa vontade
de todas as partes.
P – No tocante ao “recrutamento”
de novos caçadores, mais épocas
de exames e menos exigência é a