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CAÇA MENOR
A Câmara Municipal de Fafe
apresentou, recentemente e
em sessão que teve lugar
no Audi tór io Municipal , aos
caçadores do concelho, em número
superior a 3 000, um projecto
renovado para a Zona de Caça
Municipal (de Fafe), o Plano Anual
de Exploração (PAE) para a época
cinegética de 2014/15 e um conjunto
de acções a desenvolver já nesta
campanha, que teve início em 1 de
Junho. A autarquia fafense vê na
caça uma “mais-valia” e crê que o
turismo local pode retirar dividendos
daquela ancestral actividade
humana.
A renovação do projecto da ZC
Municipal de Fafe, por mais seis
anos, uma área com uma dimensão
muito grande, coincidiu com um
novo ciclo (Câmara ganha pelo PS)
ao nível da gestão autárquica e o
novo edil, Raul Cunha, tem como
princípio sagrado a “participação e
o envolvimento dos intervenientes
nos processos/projectos, de forma
a que sintam que o modelo
escolhido resultou do seu contributo
e que têm responsabilidade directa
no sucesso da tarefa”, referiu-nos
a vereadora do Ambiente, Helena
Lemos, no âmbito das reuniões
promov i das pe l o execu t i vo
autárquico com os caçadores do
concelho.
Em termos de medidas imediatas e
a implementar na época cinegética
em curso (14/2015) , temos:
- aumento do efectivo de algumas
e s p é c i e s c i n e g é t i c a s ,
designadamente de perdiz-vermelha
e de coelho bravo;
- criação de zonas de alimentação
através da revitalização de campos
a g r í c o l a s e
semen t e i r a de
cereais e colocação
de alimentação, de
c o m e d o u r o s ,
contando com a
participação de voluntários que
disponibilizaram terrenos e mão-de-
obra;
- delimitação de novas áreas de
caça à rola-comum e pombos
torcazes, pelo processo de espera,
como resultado das várias consultas
e auscultações aos caçadores:
- recuperação de um projecto
instalado no concelho para a criação
de coelho bravo, com o propósito
de repovoamento desta espécie.
Em termos de zona de caça, foram,
entretanto, alteradas as zonas de
refúgio de caça e os dois campos
de treino existentes, dos quais a
Câmara Municipal era a entidade
gestora, foram entregues a duas
associações locais, as quais vão
assumir a sua gestão. Existe ainda
a possibilidade de se avançar com
a criação de mais um campo de
treino, existindo por parte do
município a disponibilidade para o
acompanhamento técnico na
instrução da candidatura.
Re l a t i vamen t e ao p r o j ec t o
apresentado aos caçadores
fafenses, a vereadora do Ambiente,
Helena Lemos, tem consciência de
que é o início de
u m a l o n g a
caminhada:
“Há, certamente,
mui to mais a
f a z e r n u m
município em
que a caça tem
u m a l o n g a
t r ad i ção . No
entanto, se, e
c o m e s t a s
m e d i d a s ,
proporcionarmos
o e x e r c í c i o
organizado da
c a ç a a um
n ú m e r o
maximizado de
c a ç ado r e s , em c ond i ç õe s
particularmente acessíveis, julgo
que estaremos no bom caminho.”
À semelhança do presidente da
autarquia, Raul Cunha, também a
vereadora Helena Lemos vincou a
importância que a prática da caça
pode trazer para outras actividades
do concelho, caso do turismo e da
restauração.
“A caça é uma actividade de lazer
que movimenta muitas pessoas. Se
a nossa zona de caça for
reconhecida pelas boas práticas,
outros caçadores fora do concelho
virão até Fafe, desfrutando da nossa
gastronomia e hospitalidade, o que
funcionará como polo de atracção
para outras acções de turismo.”
LUÍS MIGUEL BARROS
Concelho conta com mais de 3 000 caçadores
ZC Municipal de Fafe: projecto foi renovado