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CAÇA MAIOR
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Serra de Bornes, Macedo de
Cavaleiros, onde, por exemplo, a
contagem e a observação são mais
fáceis e de mais fácil percepção
também a relação dos animais
existentes com o meio que os rodeia
e supo r t a , num equ i l í b r i o
dese j ave lmente sus tentado.
Por sua vez, João Santos abordou
as metodologias de monitorização
do corço, numa perspectiva de
gestão. Lembrou, o biólogo, que
cada ecoss i s t ema supo r t a
determinado número de indivíduos
e que o exagero (número elevado,
e n t e n d a - s e ) p o t e n c i a o
desenvolvimento e o contágio de
patologias, dificulta imenso a
recuperação dos habitat, pelo que,
em determinados locais, a caça a
esta espécie é também uma
ferramenta na perspectiva de gestão
de um espaço rural e florestal.
O prof. Carlos Fonseca, por seu
t u r n o , a b o r d o u q u e s t õ e s
relacionadas com a genética do
corço. Alargou, numa perspectiva
realista e que faz todo o sentido,
convenhamos, o mapa português à
Península Ibérica para apontar
casos de diferenças genéticas entre
as diversas populações de corços
em Espanha e Portugal.
Assim, e à excepção de uma
população confinada ao Parque
Natural Peneda-Gerês, a população
de corços a Norte do Douro (que
sempre existiu e resistiu, ou seja, é
autóctone) é, geneticamente, igual
à da Galiza, Astúrias, Cantábricos,
León, ou seja, à do noroeste
peninsular, em termos mais globais.
Já as populações reintroduzidas na
Beira Alta e Beira Interior foram
oriundas de França e a existente
numa herdade no Baixo Alentejo,
concretamente em Barrancos, para
fins cinegéticos, e onde têm sido
obtidos vários troféus de ouro, é
procedente da zona espanhola de
Cadiz-Málaga, uma população com