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CAÇA MAIOR
que já não teve forças
para passar. Foi aí,
nesse momento, que
António Fernandes teve
consciência da bênção
divina.
“Santo Huberto e a
deusa Diana quiseram
presentear-me com um
troféu raro e belo e que
é o sonho de todo o
caçador”, adiantou o
fe l i z contemp l ado,
argumentando que as
acções que desenvolve
e em que participa em
p r o l d a c a ç a ,
d e s i g n a d a m e n t e
jornadas de limpeza e
d e s m a t a ç ã o d e
terrenos, cul t ivo de
cereais, colocação de
b e b e d o u r o s e
comedouros, ent re
outras, foram como que preces
ouvidas pelo Criador!
Do transporte ao desmanche e,
posteriormente, da homologação à
eternização, numa tábua da Terra
Selvagem, taxidermista de alta
qualidade, foi um ápice, sempre
dentro de um espírito condizente
com a valia do lance e do “bicho”:
“Já se provou e confraternizou.
Fal ta, no entanto, sentar os
companheiros da caçada à volta da
mesa e comer um bom bocado,
recordando os bons momentos da
caça e do que ela nos propicia.” De
que estão à espera?
A.P.