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AO REMATE
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As doenças da caça maior,
especialmente a tuberculose e
sarna no centro do país, e as
alterações genéticas espalhadas
por toda a parte, continuam a
enfraquecer e descaracterizar os
nossos efectivos.
Com repovoamentos feitos sem
gestão biológica efectiva por quem
sabe vão destruindo as nossa
linhagens bravas e levando à
destruição do desporto que a tantos
cativa.
Onde estão, por exemplo, os
veterinários para atestarem a
sanidade das rezes em esperas e
aproximações? É evidente que nem
me atrevo a falar das montarias e
enxotas.
Mais uma vez o repito: agora que
começa a nova época não seria
altura para nos organizarmos e
tentarmos fazer da actividade
venatória uma realização produtiva
a nível nacional?
Mais uma vez o repi to: nós,
caçadores, que pagamos as nossas
licenças e actos de caça não
poderíamos ajudar o Governo a
controlar e acautelar bem tão
precioso? Não será o Turismo
cinegético uma mais-valia? Muito
melhor que campos de golfe que
contaminam os nossos terrenos e
águas com os seus exagerados
adubos e out ros quími cos?
Vamos deixar de olhar só para os
cintos e para o que lá penduramos
e vamos tratar duma riqueza que
estamos a desbaratar.
Saudações Monteiras,
Pedro Rigaud D’Abreu