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NOTÍCIAS
A
jornada ambiental, promovida
pela Federação dos Caçadores
do Algarve (FCA) em Maio último
e inserida no “Dia Nacional do
Caçador pelo Ambiente”, revestiu-
se de sucesso, tendo sido
recolhidas cerca de 60 toneladas
de resíduos.
A iniciativa, que já leva nove anos
e resultou de uma proposta do
presidente da federação algarvia,
Vítor Palmilha, recaiu este ano
no concelho de Castro Marim,
tendo a comitiva oficial que
normalmente colabora na recolha
dos resíduos retirado do campo
cerca de 60 toneladas de resíduos
sólidos, indevidamente lançados
para áreas públicas e do interesse
de todos.
Vítor Palmilha recordou, todavia,
que, em 2004, aquando do
arranque da iniciativa, agora de
cariz anual, foram recolhidas
quase 800 toneladas de resíduos
sól idos e que a acentuada
diminui ção representa um
“progresso muito significativo em
termos ambientais”, uma vez que
há cada vez menos l i xo
abandonado no espaço rural.
Inserido ainda no “Dia Nacional
do Caçador pelo Ambiente”, a
Câmara Municipal de Castro
Marim e os clubes/associações
de caçadores e empresas de
turismo cinegético do concelho
ass inaram protocolos de
colaboração, que visam a
prevenção e a vigilância aos fogos
florestais. Neste âmbito, cada
zona de caça foi contemplada
com 1 500 euros, destinados a
acções de desmatação e limpeza
de aceiros, privilegiando o espaço
em redor de povoações e
habitações.
O produto da venda dos resíduos
sólidos recolhidos será convertido
em equipamentos domésticos,
posteriormente oferecidos a
inst i tuições part iculares de
Solidariedade Social.
Promovida pela Federação de Caçadores do Algarve
Jornada ambiental foi um sucesso
Só em taxas pagas pelas ZC Turísticas
e Associativas
Estado arrecada mais de quatro
milhões de euros!
As taxas pagas pelas zonas de caça turísticas e associativas
geram uma receita anual acima dos 4, 4 milhões de euros para
os cofres do Estado, no caso concreto a reverter para o Instituto
de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF),
inexplicavelmente sem qualquer retorno e investimento em prol
da caça.
As contas são fáceis de fazer, tendo em conta o valor pago por
hectare. O número de hectares associados a zonas de caça
associativas é de 3 074 975 (x0,74€) e o das turísticas é menos
de metade – 1 262 275 (x1,71€) -, embora a taxa por hectare
seja mais elevada.
Para além desta receita, os caçadores engordam ainda os
cofres do Estado de forma diversa – licença de caça anual;
licenças de cães; renovação da documentação (uso e porte de
arma); e, finalmente, taxas de exames para a obtenção da carta
de caçador e do uso de porte de arma.
Numa altura em que a caça vive momento particularmente
difícil, sobretudo a menor, não seria de bom senso a Tutela
apoiar as organizações do sector, designadamente em matéria
ligada à investigação e de fomento de medidas que possam
garantir o exercício da caça de forma sustentada num futuro
próximo?