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BIBLIOTECA DE CAÇA
apresentação foi efectuada
pelo autor, acompanhado
pelo irmão, António Pereira,
e pelos conhecidos africanistas
Óscar Cardoso e Hugo Seia, na
ilustre Casa Vieira Guimarães, junto
às margens do rio Nabão, na
h i s tór i ca c i dade de Tomar.
Acorreram ao convite um grupo de
amigos que partilham a sua paixão
pela caça e pela conservação da
natureza, a fim de escutarem as
no t í c i as r ecen t es sob r e a
problemática angolana no que
respeita ao regresso dos animais
que a prolongada guerra civil
afugentou, embora muitos tenham
sido irremediavelmente aniquilados.
Nele patenteia o grande interesse
pela preservação da fauna
autóctone ainda existente nos
imensos espaços naturais, cujo
conhec imento lhe tem s ido
proporcionado pelas frequentes
viagens, a que não são alheias as
facilidades inerentes à residência,
por motivos profissionais, em
diferentes localidades angolanas.
Os relatórios do Pedro Vaz Pinto
sobre a mítica Palanca Negra
Gigante, espécie única em todo o
mundo e símbolo de Angola, foram
transcritos e permitem uma visão
exacta da precária situação deste
antílope devido ao escasso número
de exemplares. São documentos
de leitura apaixonante que retratam
f i e lmen t e o con t r i bu t o das
autoridades oficiais e o ingente
es f or ço consagrado à sua
sobrevivência por um punhado de
profissionais de elevada categoria
científica e técnica.
Como é imprescindível numa
publicação sobre esta temática,
também não faltam as aventuras
cinegéticas próprias e também de
alguns companheiros que noutros
tempos aí viveram ou permanecem,
como é o caso do Alvarito, no Carivo
(Benguela). O livro é um repositório
de belas histórias intemporais que
nos apaixonam e nos fazem sonhar
com o sertão, onde, em redor da
fogueira, nas frias noi tes de
cacimbo, por entre o gargalhar das
atrevidas hienas ou os longínquos
rugidos de um leão territorial, se
sussurram os episódios da jornada
e as recordações de façanhas
originadas na abundância de outras
épocas. Foi interessante ouvir todas
as intervenções, diversas nas suas
referências. Os irmãos Pereira
homenagearam sentidamente a
desaparecida f igura paterna,
companheiro e cúmplice de caçadas
irrepetíveis, narrando aconteci-
mentos e factos curiosos. Outras
destacaram-se pelo conteúdo
informat ivo que permi t iu aos
presentes comparar a actualidade
descrita pelo autor com as caçadas
da segunda metade do século XX
fruídas pelo caçador-guia Hugo Seia
“CAÇA, Pureza Sublime”
Acaba de ser publicado o segundo volume deste livro, assinado pelo caçador-escritor
Miguel Pereira, desta feita subordinado às “Jornadas Angolanas”
(Da esq.ª) AntónioPereira, Óscar Cardoso,Miguel Pereira nousoda palavra eHugo Seia;
As capas das diferentes edições: português, inglês e