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CAÇA MENOR
caça ao coelho-bravo,
espécie muito popular
en t r e os caçado r es
portugueses, abriu no início de
Setembro, mas em muitas zonas
de caça, sobretudo da 1ª região
cinegética, a abertura é coincidente
com o início da caça às perdizes.
A nova es t i rpe da Doença
Hemo r r ág i ca V i r a l (DHV ) ,
gener icamente di ferente das
conhecidas, foi detectada pela
primeira vez, em Portugal, em finais
de 2012, tendo de então para cá
causado grandes danos na
população de coelhos-bravos.
Recomenda-se, por isso, alguma
prudência na sua caça, a fim de
permitir a recuperação da espécie.
A nova estirpe da DHV tem como
principal característica infectar
coelhos com menos de oi to
semanas de vida, apresentando
elevadas taxas de mortalidade.
Os especialistas não recomendam
a vacinação e crêem até que não é
uma solução para o problema. A
despesa da captura, o stress a que
os animais ficam sujeitos e a
mo r t a l i dade r esu l t an t e do
manuseamento, desaconselham a
vacinação. O custo/benefício não
justifica o processo e o investimento.
E as vacinas comercializadas em
Portugal não imunizam o coelho
(bravo ou de cativeiro) face à nova
estirpe da DHV.
A este respeito, na região espanhola
da Andaluzia constatou-se que a
es t i r pe c l áss i ca da DHVC
desapareceu dos seus campos.
Relativamente à nova estirpe da
DHV, também na Andaluzia, os
resultados obtidos são animadores
– cerca de 50% dos animais
analisados apresentam anticorpos
(defesas) face à nova estirpe. Esta
é uma boa notícia, convenhamos,
por se apresentar como previsível
uma diminuição da taxa de
mortalidade e uma consequente
recuperação das populações de
coelho-bravo.
Entre nós, e infel izmente, as
entidades oficiais não realizam
estudos que nos permitam apurar
essa evolução.
Perante o estado actual da situação,
os técnicos e especialistas deixam
algumas recomendações aos
gestores e dirigentes das zonas de
caça:
- moni tor izar a evolução da
população; desinfecção das tocas
com produtos autorizados; instalar
zonas de alimentação de pequenas
dimensões (evitar as grandes
concentrações); instalação de uma
ampla rede de tocas artificiais; e
levar a cabo acções de controlo de
predadores (ferramenta de gestão).
Os técnicos da FENCAÇA estão ao
dispor dos responsáveis das zonas
de caça para os orientar na gestão
da população e optimização dos
investimentos já feitos ou a efectuar.