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CAÇA MENOR
Outubro marca a abertura da caça à rainha da menor
Perdizes têm encanto único
a rainha da caça menor e
o
s e u
v o o
e
compo r t amen t o t êm
encan t o ún i co . O caçado r
português, em particular, e o ibérico,
em geral, adoram a caça à perdiz.
Outubro marca o arranque da
temporada e é sabido que as
populações puramente autóctones
são reduzidas, mas ainda existem
em mu i tas zonas de caça
transmontanas e beirãs, por obra e
graça da mãe Natureza, e também
no Alentejo, neste caso graças ao
esforço dos gestores, a medidas de
protecção e intervenções no habitat.
Sendo uma ave fácil de criar em
cativeiro, primando os criadores
portugueses pela pureza genética
da inigualável alectoris rufa, zonas
de caça há onde a perdiz existe
com abundância e permite, pois,
boas jornadas de caça a quem deixa
as grandes cidades, pretende
desfrutar do campo e não se importa
de pagar o produto final.
Mesmo assim, a caça deve ser
respeitada e o caçador que se preze
colocará, ele próprio, um limite de
peças a abater por dia, não
deixando de desfrutar da saída ao
campo mas reservando a vontade
para novas jornadas e futuros
abates.
Em tempos idos, a abertura geral,
a perdizes, coelhos e lebres, gerava
alvoroço de Norte a Sul do país.
Agora, de há uns anos a esta parte,
tudo é diferente, em função do
ordenamento e do calendário.
Os coelhos e lebres já se caçam
desde o início de Setembro e agora
juntam-se as perdizes, caçáveis até
final de Janeiro o que atesta, em
função da escassez de populações
puramente selvagens, que em
muitas zonas de caça, sobretudo
nas “turíst icas”, as aves são
colocadas no terreno de acordo com
os clientes em agenda para o dia X
ou Y de caça. Seria impensável um
período de caça tão longo – quatro
meses! – se assim não fosse. São
os tempos de hoje.
Se é um purista e um amante da
caça à perdiz, a par do limite a
estabelecer por si próprio, mesmo
em zona de abundância, saia para
um campo com uma espingarda de
dois tiros, a “velha” de paralelos,
por que não?, pois a moda do
regresso ao passado faz ainda mais
sentido na caça.
Sendo um especialista na arte da
caça à perdiz, dispensará conselhos
no que toca à roupa a eleger, às
botas a seleccionar e aos cartuchos
a acomodar no cinturão de couro,
onde, outrora, eram penduradas as
“vermelhudas”.
Recordar é viver. Boas jornadas de
caça. Com respeito pelo campo e
pela caça e em segurança.
A OFERTA DA TOPMIC
A agência Topmic, que dispõe de
um departamento dedicado à caça,
em particular, e ao lazer, em geral,
debaixo da responsabilidade de
Pedro Lancastre, agente de turismo
e organizador de caçadas há mais
de 20 anos, tem dois programas
disponíveis de caça à perdiz, um
em Portugal, no Alentejo, e outro
em Espanha, a meia hora de Vila
Real de Santo António, no Algarve.
Programa no Alentejo – caçadas de
salto e de batida nas margens do
Alqueva, ao pé de Moura, na
Herdade de Vale do Manantio, num
cenário e ambiente paradisíacos.
As condições são únicas, com um
terreno ondulado ao longo de vales
abertos e matas de pinheiro manso,
mas sempre com a beleza do
grande lago como pano de fundo.
A densidade de perdizes é enorme,
proporcionando tiros lindos e nem
sempre fáceis. Apoio de mochileiro
ou secretário e disponibilidade de
cão, se necessário. Facilidades de
alojamento num dos montes mais
boni tos e bem decorados do