Página 32 - Turcaça 38 digital

Versão HTML básica

“laboratório natural” de
Bornes, ou seja, o
cercado de corços de
Grijó/Vilar do Monte, Macedo de
Cavaleiros, inserido na zona de caça
com o mesmo nome (ZCAssociativa
de Grijó/Vilar do Monte, é uma
ferramenta indispensável para os
alunos da Universidade de Trás-os-
Montes e Alto Douro (UTAD),
instituição com uma colaboração já
protocolada, e também do Instituto
Politécnico de Bragança (IPB).
Com o propósito de identificar mais
cervídeos no cercado, com uma
área de 35 hectares e situado em
plena Serra de Bornes, um grupo
de docentes da UTAD e do IPB e
ainda uma equipa de médicos-
veterinários do Hospital Veterinário
da UTAD, acompanhados de vários
alunos de diversos cursos, de
engenharia florestal, de engenharia
zootécnica e de veterinária (UTAD)
e de engenharia do ambiente (IPB),
vol tou, no início deste mês
(Outubro), a protagonizar uma nova
acção de captura de corços, a
segunda e última do presente ano.
Graças ao bom desempenho de um
grupo de meia centena de
e l emen t os , en t re a l unos e
colaboradores recrutados para o
efei to por Raul Fernandes,
presidente da Associação de
Caçadores de Grijó/Vilar do Monte
e o obreiro e grande entusiasta do
projecto do cercado, foram
“brincados” (orelha) e “chipados”
(chip – processo de identificação
electrónica, igual ao dos cães) mais
dois corços, por sinal ambos
machos, um com três/quatro anos
de idade e outro nascido em Maio
último, ou seja, uma cria do ano.
Neste momento, o número de
animais identificados – brinco e chip
– ascende a sete, tendo o cercado
actualmente uma população de 16
animais, com as crias nascidas em
Maio último. Colónia de corços,
essa, monitorizada assiduamente,
graças às câmaras de vídeo/fotos
que estão instaladas em pontos
c on s i de r ado s ne v r á l g i c o s .
Apesar do “stress” da captura e do
manuseamento humano a que são
sujeitos, os corços foram, também,
pesados e alvo de recolha de
amostras sanguíneas, o que
permi t i rá aos técnicos fazer
posteriormente análises e ter uma
ideia do estado sani tár io da
população do cercado.
As redes de captura, com mais de
um quilómetro de extensão (22
redesX50 metros cada), colocadas
na véspera com o propósito de
tornar mais fácil a tarefa de quem
chega pela manhã e rentabilizar
CAÇA MAIOR
32