Página 35 - Turcaça 38 digital

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sendo de salientar um javali de boa
boca.
Graças aos inestimáveis serviços
do Dr. Francisco Apol inár io,
exper imentadíssimo médico-
veterinário, foram necropsiados
todos os animais e registou-se com
agrado a regressão da tuberculose
nos veados, visto todos os animais
estarem sãos; infelizmente, tiveram
que ser rejeitados alguns javalis
que ainda apresentavam sinais
indeléveis da doença. Mas como
este ano poderão continuar a
a l i m e n t a r e m - s e b e m e ,
consequentemente, a aumentarem
as suas resistências é de esperar
que a nefanda maleita esteja, esta
sim e ainda bem, em vias de
extinção. É preciso, no entanto,
continuar a cuidar do gado vacuum
e suíno para que os progressos se
mantenham.
Este ano vou tentar caçar a uma
espécie de ave de que tão pouco
se fala agora: a narceja. Com um
voo ziguezagueante e um piar (o
chamado “beijo”) inconfundível,
proporciona tiros extraordinários e
f a l hanç o s e s pec t a cu l a r e s .
Prodigaliza lances que não mais se
esquecem.
À cerca disso, vou relatar um
episódio divertido de tão insólito
que foi, numa altura em que os
abibes ou galispos, as chamadas
aves frias, ainda eram espécie
cinegética:
Já lá vai muito tempo (anos 80) e
por terras do termo de Macedo de
Cavaleiros, Aldeia de Vinhas,
andava eu às perd i zes na
companhia do Manel “Ferrador” e
do cimo de uma colina avistei num
lameiro junto a um regato, enorme
bando de ga l i spos que se
abrigavam da fria geada; a coberto
de frondosa carrasqueira e pequeno
muro aproximei-me o mais que
pude; o Norte, bravo pointer, então
avançou, saltou o murete e o bando
levantou; parecia uma nuvem!!!
Deslumbrado, descarreguei os dois
canos da August Francote!! Sabem
quantos abibes abati? Nenhum....!!!
Mais uma vez se verificou a lição
que eu já estava farto de saber:
atirar sem bem apontar, o tiro vais
falhar...!!!
Boa época de caça e mira firme!
Em Outubro, reco l he tudo.
Saudações Monteiras,
Pedro Rigaud D’Abreu
AO REMATE
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