Página 40 - Turcaça 38 digital

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ã o s a b emo s s e é
desconhecimento da lei, por
a l g u n s , o u u m
aproveitamento das falhas dela, por
outros. A realidade é que a captura
ilegal de aves em Portugal é um
tema atual, com difícil resolução à
vista e algo que preocupa bastante
algumas ONGAS (organizações não
governamentais) nacionais, uma
vez que o fenómeno ganhou maior
visibilidade nestes últimos anos de
crise económica.
Apesar de estar longe da situação
de dimensões desproporcionadas,
como de Malta, Chipre ou Egito,
este problema também atinge
Portugal, sobretudo em algumas
regiões específicas.
As principais situações detetadas
são a venda de aves em sítios de
venda onl ine e a venda dos
chamados “passarinhos fritos” ou
“ voado r es ” em t as cas ou
restaurantes.
Na Internet, encontram-se novos
anúncios todos os dias, vendendo
aves de todas a espécies, desde
torcicolos, pica-paus, borrelhos,
zarros, corujas, etc. Mas as vendas
mais comuns são mesmo as aves
canoras como pintassilgos, dom-
fafes, verdilhões, chapins, piscos-
de-peito-ruivo, etc.. A legalidade
destes anúncios é, no mínimo,
duvidosa. Quer isto dizer que estes
anúncios não são necessariamente
ilegais, pois os vendedores podem
estar autorizados pelo ICNF.
Idealmente as empresas de venda
online deviam exigir o número de
registo do criador, colaborando
assim com as autor idades. . .
A SPEA tem feito várias queixas ao
SEPNA e ao ICNF acerca dos
anúncios online, as quais até à data
têm sido infrutíferas, pois a ação
das autoridades está limitada, na
maior parte das vezes, aos casos
de flagrante delito (de detenção de
aves capturadas ilegalmente). É de
realçar que, por cada pássaro
anunciado na Internet e capturado
na natureza, vários outros terão
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CONSERVAÇÃO DA NATUREZA
Julieta Costa e Joana Domingues
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