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CONSERVAÇÃO DA NATUREZA
morrido, por não resistirem às redes
e armadilhas, ao transporte ou ao
cativeiro.
As aves abat idas para f ins
gastronómicos, algo associado ao
nosso passado e cultura, são outro
dos problemas. Estes petiscos, tal
como a venda de pássaros, não são
necessariamente ilegais. Se forem
tordos caçados ou passarinhos
congelados (importados da China),
os restaurantes não estão a incorrer
numa ilegalidade. Mais uma vez
terá que haver uma investigação
para averiguar a legalidade desta
venda e os números oficiais para
este tipo de delito não exprimem a
realidade observada por muitos.
Capturar as aves da natureza tem
impactos bastante negativos na
b i o d i v e r s i d a d e , c a u s a n d o
desequilíbrios. Ao se retirar da
natureza espécies como picanços,
corujas e outros, considerados
controladores de pragas naturais,
pode levar a desequilíbrios na
biodiversidade. Eles comem insetos
e roedores que, ao não terem um
predador natural, irão proliferar e
danificar plantações agrícolas e ser
um incómodo para o ser humano.
A SPEA propôs-se combater este
fenómeno, que se tem tornado cada
vez mais visível e está a ganhar
importância em Portugal. Daí a
campanha de divulgação ao público,
com a parceria das outras ONGA,
como a LPN, a Aldeia e a Quercus.
É essencial a educação das
pessoas, pois muita gente nem sabe
que a venda ou detenção em
cativeiro de aves selvagens sem
certificado é ilegal. Apelamos à
participação de todos para exigirem
sempre o certificado de origem do
animal que compram, bem como
para denunc iarem qualquer
armadi lhagem de aves que
observem. A bem da nossa fauna
e do nosso campo.
(artigo escrito ao abrigo do novo
acordo ortográfico)
Saiba mais em
www.spea.pt
Se detetar alguma situação irregular
contacte, por favor, o SEPNA: Linha
SOS Ambiente e Território:
808 200 520
e
sepna@gnr.pt
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