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CAÇA MENOR
da miséria, entre o amanhecer e as
9.30 horas, quando resolvemos
mudar de sítio, só um dos quatro
companheiros tinha dado dois (!)
tiros a um tordo… Será preciso dizer
mais alguma coisa? Esse dia, à
hora do almoço e antes do regresso
a casa, confirmámos também que
a manhã foi parca em capturas em
Izeda, Bagueixe, Morais, Talhas,
etc… Para onde se deslocaram?
Dois dias depois, um armeiro de
Mirandela confirmou, também, a
escassez de aves nas zonas de
caça mais fortes do concelho e um
outro amigo de Valpaços informou-
nos, também, que tinha ido no
domingo e os tordos eram muito
poucos…
A esperança de nós, caçadores, é
que ainda voltem e permitam, até
ao fecho da caça, em Fevereiro (dia
20), mais uns dias de tiros e de
animação, mas a verdade é que há
cada vez menos tordos e as razões
não são ainda conhecidas, embora
cada um tenha a sua opinião quanto
ao fenómeno…
Veremos se os tordos ainda vão
regressar em força a Trás-os-
Montes e Alto Douro ou se vão
preferir as regiões da Beira Interior
e do Alentejo. Seria óptimo um
estudo académico ao fenómeno…
Será que os tordos “abriram” outra
rota de saída do Velho Continente,
fugindo da linha de entrada na
Península Ibérica, a cordilheira dos
Pirenéus?
Quanto a torcazes, cenár io
semelhante – boas caçadas nas
áreas de crença e habitualmente
frequentadas, mas com mudanças
repent i nas de po i so, qua i s
ciganos… A caça de arribação é
capr i chosa e é prenhe em
condicionalismos…
A.P.