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CAÇA MAIOR
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A
montaria deCandemil,Amarante,
organizada pela Associação Cultural
e Desportiva Águia do Marão e que
teve lugar no passado dia 17
(Janeiro), trouxe à memória tempos
idos, pois na longínqua década de
40 do século passado, tempos muito
difíceis, foi abatido e cobrado por
aquelas terras um solitário javali,
tendo os autores da proeza direito
a pose para a posteridade. Desta
feita, o quadro de caça atingiu a
dezena de “bichos”, entre os quais
um imponen t e nava l he i r o ,
seguramente candidato a um troféu.
Uma dádiva da Serra do Marão.
A caça maior voltou a ganhar
notoriedade a partir da década de
90, século passado, e de então para
cá a caça ao javal i ganhou
dimensão nacional e é responsável
por uma movimentação notável de
caçadores na época monteira, de
momento no per íodo áureo.
Apesar do frio de rachar, com a
neve a ameaçar, a montaria de
Candemil reuniu uma centena de
monteiros, dispostos a tudo para
dar caça aos javardos presentes na
mancha, devidamente alimentada
e cuidada pelos organizadores e
promotores da iniciativa.
As matilhas trabalharam bem e os
monteiros cumpriram o seu papel,
reflectido num bom quadro de caça
a que uma “boa boca” empresta
sempre notoriedade e singularidade.
Terra de caça e que volta a ganhar
o seu espaço no mapa nacional.
O frio e a abundância de caça eram
já referências citadas nas memórias
paroquiais de 1758, depositadas no
Arquivo Nacional da Torre do
Tomb o :
“ A q u a l i d a d e d o
t emperamen t o da t er ra hé
frigidíssima, adonde há muitas neve
nos mezes hiemais, por cauza das
Montaria em Candemil, Amarante, fez lembrar tempos idos
Uma dezena de javardos - um imponente navalheiro!
Os heróis da façanha
de abater um javali na década
de 40 do século passado!
A concentração dos monteiros