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estender-se até às arribas do Douro
Internacional, foi épica.
As nove matilhas “varreram” os
cerca de 1 000 hectares e os 167
monteiros (!) – também recorde de
participantes – desfrutaram de uma
caçada que lhes ficará gravada na
memória até ao dia de fazer contas
com o Criador.
Ladras e tiros foram, obviamente,
o prato forte. Mais de 300 tiros
ecoaram pela mancha fora. As boas
novas iam chegando via rádio e o
número foi crescendo até superar
as mais optimistas perspectivas.
Luís Conde, o zelador da mancha,
agraciado mais tarde por Nelson
Cadavez, vice-presidente do CM
Norte, sabia que havia lá muitos
porcos e, na verdade, o arraial de
tiros dispensa mais comentários.
Difícil a recolha de algumas reses,
p e r a n t e a d i f i c u l d a d e e
acessibilidade do terreno. Mas os
javal is at i rados foram todos
cobrados.
Para sossegar os ânimos, seguiu-
se uma palestra em Peredo de
Bemposta, no pavilhão multiusos
daquela freguesia, onde a bióloga
Rita Torres, do Departamento de
Biologia da Universidade de Aveiro,
explicou, à plateia de caçadores, o
funcionamento e a pretensão dos
Planos Globais de Gestão, de caça
maior, enquanto o administrador
delegado do Turismo de Natureza,
entidade regional da Turismo do
Porto e Norte de Portugal, Carlos
Ferreira, procurou enquadrar a caça
na oferta do turismo de natureza,
uma mais-valia para os municípios
do nordeste, entre outros.
Domingo mais calmo
Como esperado, a montaria de
domingo foi mais calma. Menos
monteiros – na ordem dos 120 -, o
mesmo número de matilhas, nove,
e uma mancha significativamente
mais pequena – 400 hectares.
Na qual idade de di rector de
montaria, António Fernandes, vice-
presidente da FACIRC (Federação
das Associações de Caçadores da
1ª Região Cinegética), com sede
em Macedo de Cavaleiros, teceu
breves considerações, apelando,
sobretudo, à segurança e atenção
dos monteiros, após a colocação
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CAÇA MAIOR