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CÃES DE CAÇA
plástico de água mineral, por
exemplo. Não é necessário juntar
a esse sangue sal ou vinagre ou
água, pois tal altera as suas
características. Quando formos usá-
lo, basta descongelar naturalmente
e fazermos um buraco pequeno na
tampa e temos um óptimo doseador.
A partir daí, vamos goteando pela
pista desejada ou molhamos no
sangue um trapo ou esponja que
aplicámos na ponta de um pau e
marcamos assim a pista. Podemos
também usar umas solas traçadoras
em que aplicámos as patas do
animal e vamos marcando na pista
do sangue essas pegadas. No final
da pista, deixamos o pedaço de pele
atado a um pau para que depois
isso sirva de prémio ao cão,
estimulando a brincadeira para
agarrar a recompensa. Deixar
passar algumas horas antes de
iniciar o percurso deste rastro
artificial
.
Devemos marcar muito
bem os rastos, trabalhar sempre
com o cão atrelado, ir complicando
os rastos em idade, distância e
quantidade de sangue, introduzir
elementos de dificuldade como
ângulos, sal tos, valas, laços,
introduzi r indícios como, por
exemplo, pedaços de vísceras,
ossos, pelos, que o cão deverá
marcar. Trabalhando em todos os
terrenos e em todo o tipo de
condições, ajudaremos o nosso cão
a desenvolver-se e aprenderemos
a reconhecer as suas reacções nas
várias situações. Podemos dar por
concluída esta fase da preparação
do cão quando é capaz de resolver
um rasto artificial de 1.000 metros,
com 24 horas de antiguidade e com
elementos de dificuldade… Os
e l emen t o s de d i f i c u l dade
introduzidos pressupõem já um
c e r t o d e s e n v o l v i me n t o e
assimilação dos ensinamentos.
Logo esses e l emen t os de
dificuldade a introduzir podem ser
a passagem de cami nhos ,
atravessar ribeiras ou valas, troços
sem sangue, rastos de ida e volta,
cruzar rastos quentes, presença de
outras pessoas, presença de
animais domésticos, diferentes
superfícies, diferentes tipos de
vegetação, diferentes condições
climatéricas e diferentes horas do
dia.