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NOTÍCIAS
No termo do ano que passou, assistimos, via TV, à
libertação de um casal de linces ibéricos, em Mértola,
ainda que por ora num espaço confinado e cercado,
com os responsáveis da tutela, Governo e ICNF
(Instituto da Conservação da Natureza e das
Florestas), a passar a ideia de um mar de rosas, com
fartura de coelhos bravos naquela região alentejana.
A FENCAÇA, Federação Portuguesa de Caça, no
seu sítio, alerta e lamenta que, para se justificar a
libertação do lince, se refira que existem 3,5 coelhos
bravos por hectare naquela área de caça.
Se assim fosse, e no entender da FENCAÇA, todas
as áreas de caça da região estariam satisfeitas e não
era necessário trazer coelhos de Espanha para
alimentar os linces, agora no parque, com todos os
riscos que daí possam ocorrer por não se saber qual
o seu estado sanitário, nem se são da subespécie
Cuniculus Cuniculus Algirus, contrariando todas as
boas práticas que o mesmo Estado (através do ICNF,
entenda-se) obriga às zonas de caça.
A propósito da libertação de casal de linces em Mértola
FENCAÇA alerta para a realidade